O Nosso T2, por Tânia Ribas de Oliveira

Avenida Q

Ontem fui (finalmente) ao teatro ver a Avenida Q. Depois de uma temporada esgotadíssima no Trindade, está desde ontem em cena no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa. Avenida Q é um original de 2003 do norte-americano Jeff Whitty e foi adaptado (o texto e as canções) pelo brilhante Henrique Dias.

Agora, encontrar palavras para descrever o trabalho de Ana  Cloe, Diogo Valsassina, Gabriela Barros, Inês Aires Pereira, Manuel Moreira, Rodrigo Saraiva, Rui Maria Pêgo, Samuel Alves, Artur Guimarães, Luís Neiva e André Galvão… é que é mais complicado. A entrega e a sintonia são tão presentes, que a dada altura já não sabemos onde começa o boneco e onde termina o actor. Serão eles um só? Ontem, tive a certeza que sim. Representam de alma e coração e o prazer que sentem é tão evidente que, mesmo à distância, se vê o brilho nos olhos de todos, sem excepção. São felizes, ali. Eles e nós. Arrancam gargalhadas constantes do público, cantam maravilhosamente (as músicas são geniais!) e dançam em palco ao ritmo das emoções dos seus bonecos. Aplaudir de pé no fim foi quase instintivo. Tanto talento, tanta cumplicidade e tanta Felicidade que emanava daquele palco. Obrigada, Avenida Q. Ganharam mais uma fã!