O Nosso T2, por Tânia Ribas de Oliveira

O Dia da Mãe

Comemorar o dia da Mãe é só sublinhar a vida em 24 horas. E sabe tão bem o mimo, os desenhos, os beijos para lá da conta, o almoço e o jantar em família, as flores. Nascemos como mães no dia exacto em que os nossos filhos nascem, devemos-lhes a eles essa dávida eterna.

Agradeço a Deus todos os dias a alegria dos meus filhos, a saúde deles e nossa, a vida que escolhi que me permite ser uma mulher feliz. Não há maior lugar comum, mas é a verdade nua e crua: o dia mais feliz da vida é o do nascimento de um filho. Quando é desejado, naturalmente. Não esqueço nenhum segundo desse dia 18 de Dezembro de 2012, nem nenhum segundo do dia 7 de Julho de 2015. Foram seguramente as cicatrizes mais belas que a vida me vai deixar. A partir desses dois dias, todos os dias passaram a ser em função da minha família.

Nada me dá mais prazer do que deitar os meus filhos à noite. Contar-lhes as três histórias (sim, três. Ganharam essa questão nem me lembro como…), aconchegá-los e ouvi-los dormir. Seguros, confortáveis, descansados e confiantes. Dou-lhes diariamente o maior presente de todos: ofereço-lhes a quase totalidade do meu tempo livre. Dou-lhes isso de bandeja e sorriso na boca… ou a jogar à bola ou a andar de bicicleta depois da escola. A colar cromos ou em banhos de espuma mais prolongados. A fazer o jantar em grandes conversas com o Tomás sobre a importância da fruta em detrimento dos doces e que podemos abrir excepções em férias e em dias especiais (fruta sempre mas com a possibilidade de uma bola de gelado). Os mimos já cansados no sofá antes de ir para a cama. Os fins-de-semana ao ar livre para que cresçam a saber o que são macieiras, ao que cheira a alfazema e como é bom ter as calças de ganga verdes nos joelhos ao final do dia. Por a roupa para lavar verdadeiramente suada e cheia de histórias de super heróis e estrelas de futebol. Ser astronauta num quarto às escuras ou mineiro com uma pequena lanterna. Emocionar-me com o que dizem em linguagem própria quando nem sonham que estou a ouvir.

A felicidade está nos pormenores.

Nas mais pequeninas coisas.

Tantas vezes (quase todas) num abraço apertado de mãos pequeninas e braços ainda redondos.

Os meus filhos, a minha família, são de longe a âncora mais importante desta viagem que é a minha vida.

Venham as tempestades no mar. Juntos somos imbatíveis.

Que o dia da mãe seja todos os dias, mesmo que em alguns estejamos derreadas de cansaço e sem a paciência habitual. Faz parte, eles sabem disso.

Tânia Ribas de Oliveira