O Nosso T2, por Tânia Ribas de Oliveira

Consultório – Respostas da semana

O Nosso T2 Blog Consultório da Dra. Filipa Respostas da Semana

Não deixem de ler o Consultório – Respostas da semana, pois a Dra. Filipa também pode ter respondido a alguma das inquietações sobre a saúde dos vossos pequenos. 🙂

Patricia Filipe
Bom dia. Tenho um menino de 4 anos e quando era mas pequeno adorava cavalos e animais. De há um ano para cá adora bonecas e so fala nisso. Agora a educadora acha que devia ser visto por um pediatra se desenvolvimento porque diz que ele é um menino que quando recebe reforço positivo tudo ok quando o reforço é negativo ele bloqueia e nao consegue fazer a atividade. Da respostas descontextualizadas do que é perguntado. É normal ou existe razao para alarme? No meu ponto de vista e uma criança sensível. No que concerne a fixação por bonecas nao sei…isto porque depois acaba por nao se interessar por outras atividades.Obrigada

Olá Patrícia,
Em relação à questão das respostas descontextualizadas que a professora refere e a incapacidade para realizar a tarefa proposta quando o reforço é negativo, pode ser só porque fica ansioso quando se zangam com ele… Tudo dependerá de que tipo de resposta dá e se fica agressivo ou não. Se calhar é uma criança que precisa muito de reforço positivo e a abordagem da professora deverá ser diferente de acordo com o temperamento e forma de estar de cada criança.
Em relação à questão das bonecas, não vejo problema com o gostar de brincar com bonecas, apenas o não ligar a mais nada.
Se a professora sugere uma avaliaçao em Pediatria de Desenvolvimento é sensato ir à consulta. As professoras passam muito tempo com as crianças e têm uma boa percepção de eventuais problemas. Não significa que haja um problema mas, se existir, é preferível que seja detetado, para que possam encontrar as melhores estratégias para lidar com ele. Fale também com o médico que acompanha o seu filho, que poderá ajudá-la com estas questões visto que o conhece melhor.

Sílvia Grainha
Boa noite. Apareceram umas manchas brancas no pescoço do meu filho quando tinha 6 anos, falei ao pediatra mas não lhe deu importância. O problema é que este inverno as manchas aumentaram bastante por baixo do pescoço e reparei que estão aparecer umas novas mesmo na face. Neste momento tem 9 anos. Fui novamente ao pediatra, que me encaminhou para um dermatologista para perceber se é vitiligo ou não. Caso se confirme o vitiligo não me deu muitas esperanças de resolver o problema pois os tratamentos existentes ( estou na Suíça) são um pouco desagradáveis principalmente para as crianças, e sem garantias de resultados positivos. Sendo o meu filho um menino feliz, ativo, mas muito sensível, acho que lhe vai derrubar a auto-estima num futuro próximo.
A minha questão é: que tipos de tratamentos posso encontrar para este tipo de problema e se tem conhecimento de cura para o vitiligo em crianças. Desde já agradeço se me poder ajudar pois estou muito angustiada. Tenho disponibilidade para fazer tratamentos em Portugal se assim tiver que ser. Obrigada

Olá Sílvia,
Em primeiro lugar é mesmo importante ir à consulta de Dermatologia, para que se possa perceber o que são as manchas brancas (lesões hipopigmentadas). Se se confirmar que é vitiligo apesar de poder haver, como refere, problemas com a auto-estima e imagem corporal, geralmente não há outras questões de saúde associadas, ou seja, é uma alteração isolada da pele. Não existe uma cura, mas há vários tratamentos propostos, com eficácia variável. Muitos deles passam pela aplicação de cremes e são por isso indolores. É importante agora ir à consulta de Dermatologia e escolher um Dermatologista virado para a área pediátrica.

Tânia Lopes
Boa tarde, tenho uma menina com 2 anos e 2 meses o que acontece é que ela ainda não diz muitas palavras, apenas o mais fácil como mãe, pai, tio, tia, avó, avô, “ao-ao”, “miau” e por ai, palavras como madrinha, padrinho, não diz…
Mas na creche chamaram-me atenção, pois acham que ela em relação ao ano lectivo anterior (entrou para a creche com 7 meses) era muita mais desenvolvida, era inclusive das crianças que mais se destacava porque percebia muito bem o que queriam dizer e expressava-se muito bem mesmo quase não sabendo falar. Elogiavam bastantes as atitudes e reflexos dela, para a idade que tinha, e eu claro ficava todo babada.
Agora fui chamada atenção pela contrário porque não quer interagir muito com as outras crianças, quando a chamam para as actividades como pintar por ex, ela não mostra muito interesse, e ao contrario das outras crianças que quase não diziam nada, agora falam muito bem e ela mantém praticamente o mesmo vocabulário há bastante tempo.
Será razão para me preocupar, ou será apenas uma fase? é que com esta idade penso que o normal seria ela mostrar interesse em coisas novas.
Ela em casa brinca, e interage connosco, embora já tinha reparado que o vocabulário não tem evoluído muito, por vezes tento puxar por ela para que diga o nome das coisas, mesmo quando as está a pedir, mas ela ri-se e tenta disfarçar de forma a não dizer nada do que pedimos.
Ela também tem por habito pedir constantemente o telemóvel ou a tablet para ver vídeos da Xana toc toc, o panda, etc.
Será que isso a está a inibir de brincar mais e puderá ser um dos problemas? O meu marido chama-me atenção sempre que a vê com o telemóvel, mas por vezes deixo-a estar. Se a deixar sempre ela pode mesmo ficar 1h agarrada a ver os vídeos. já em relação á tv, ela gosta de brincar e estar a ouvir a tv e só de vez em quando é lá deita o olho, mas não pára muito tempo a ver bonecos.
Desde já, obrigada pela atenção e desculpe o testamento 🙂 mas queria-me expressar da melhor forma 🙂

Olá Tânia,
Não me parece preocupante o leque de vocabulário que a sua filha tem para a idade dela. Mas de facto o habitual é que haja uma evolução de vocabulário e não uma estagnação. Tem de se perceber se está a ouvir bem, fale com o médico que a acompanha.
É importante perceberem se o não interagir muito se limita aos pares (às outras crianças na escola), ou se acontece também com os adultos. Há muitas crianças desta idade que ainda brincam um bocadinho sozinhas e não em grupo com outras crianças. Mas não interagir quer com crianças, quer com adultos, é um sinal que deve ser valorizado.
Em relação aos aparelhos eletrónicos acho que é importante limitar a sua utilização. Mas se ela gosta tanto, em vez de ver vídeos, pode utilizar jogos de palavras para crianças desta idade e jogar os jogos com ela, tentando que associe as imagens à palavra correcta e que repita a palavra. Devem também continuar a fazê-la esforçar-se para se fazer entender quando quer alguma coisa. Mesmo que ela se ria, digam que não perceberam até que ela tente dizer o que quer.

Tânia Lopes (continuação)
Boa tarde e obrigada pela resposta!
Já agora na questão de ouvir bem, eu também já pensei nisso, embora acho que não deve ser o caso, porque um dia estava a contar à minha mãe uma peripécia que aconteceu com ela e ela estava distraída a brincar perto de nós e de repente virou-se para mim riu-se e repetiu a mesma coisa do que eu estava a contar. ou seja ela mesmo estando a brincar, apercebeu-se da conversa. Já me aconteceu isso várias vezes. Mas de qualquer forma vou falar com a médica que a acompanha.
Em relação ao brincar, na minha família ela é a 1ª neta, 1ª sobrinha, não há mais crianças (só maiores de 10 anos) mas ela brinca bastante com os adultos, pais, avós, tios…etc.
Há partida não será então preocupante, pois não?
De qualquer forma entretanto tenho insistido com ela para tratar as coisas pelos nomes, por ex. “não é ao-ao, mas sim cão. Ao-ao faz o cão” e ela já vai dizendo “tão” em vez de cão… tenho-me apercebido que algumas consoantes ela não diz ou então troca… mas como está agora aprender não tem mal, ou tem?
Não tinha pensado na ideia de colocar jogos no tablet, vou apostar nisso. 🙂
Obrigada.

Olá Tânia,
Não me parece preocupante para já. Em relação a trocar alguns sons é ainda normal nesta idade. Vão continuando a corrigir e a insistir com ela para dizer as palavras, vai ver que vai evoluir.