O Nosso T2, por Tânia Ribas de Oliveira

Resoluções de ano novo em família

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Todos estamos habituados aos desejos das 12 badaladas na passagem de ano. Algumas pessoas fazem-no no momento apenas por ser uma tradição da meia noite, outras fazem-no antecipadamente e de forma mais reflexiva sobre o ano que terminou e projetam no ano que se avizinha os desejos e objetivos individuais, com vista a uma melhoria do seu bem estar nos vários contextos de vida.

Quantos de nós inclui nessas resoluções mudanças parentais e familiares? Sabendo que a parentalidade exige tanto de nós e que o dia a dia está sempre recheado de desafios familiares tão stressantes, proponho-lhe fazer uma reflexão sobre este ano que terminou:

  • O que correu bem? Quais os momentos pelos quais está grato(a)? Quais foram os momentos felizes?
  • O que não correu como esperado? Como lidou com os imprevistos? O que aprendeu com os
  • obstáculos?As suas expectativas e exigências como pai/mãe foram realistas?
  • O que gostaria que melhorasse nas rotinas familiares?
  • O que gostaria de melhorar como pai/mãe? Quais os seus pontos fortes e fracos?

Poderá ser muito útil reunir com a família e fazerem uma reflexão conjunta sobre 2016 e imaginarem o que fazer para que 2017 seja realmente um ano mais tranquilo e feliz.

Para que este balanço seja frutífero convém seguir algumas recomendações: identificar aspetos a trabalhar sem críticas negativas, atribuição de culpas ou discussões acerca de problemas passados; dar foco na perspetiva positiva dos desafios experienciados e em como conseguiram ultrapassá-los juntos; valorizar os esforços de cada um e elogiá-los; envolver-se na reflexão com consciência de que todos os elementos da família devem e podem fazer ajustes (não é apenas o cônjuge ou o filho que tem de mudar).

A partilha de opiniões em conjunto, desde que respeitada, permitirá que juntos consigam estabelecer objetivos. Estes devem ser claros, realistas, específicos e alcançáveis no tempo. Dividir os objetivos em partes torna-os mais fáceis de alcançar, por isso, tentem esmiuçar formas e estratégias para os alcançar passo a passo, de forma individual e coletiva.

Escrever é diferente de simplesmente pensar ou falar sobre o que gostariam que mudasse. Transcrever os objetivos para o papel torna-os mais claros, formais e obrigatórios. Assim, cada elemento da família comprometer-se-á para alcançar aquilo a que se propõe e terá um plano de ação.

É fulcral que sejam realistas, alterem um comportamento de cada vez e respeitem o tempo próprio de cada um nesta mudança, por forma a evitar algumas frustrações e cobranças. Há padrões de funcionamento familiar que se foram desenvolvendo ao longo do tempo e por isso alterá-los requer exatamente isso, tempo, e paciência também.

Não se esqueçam de ir incentivando e elogiando os esforços de cada um, pois ajudará a manter a motivação. Mimem-se com pequenas recompensas à medida que forem atingindo as metas ao longo do ano.

Caso tenham dificuldade em fazer com que estes ajustes sejam eficazes e duradouros e tem realmente necessidade e vontade de melhorar algumas dinâmicas familiares, considere recorrer a aconselhamento parental profissional, com quem poderá obter estratégias específicas para a sua família.

 

Feliz Ano Novo!

 

 

Raquel Carvalho
Psicóloga Clínica
Equipa Mindkiddo – Oficina de Psicologia