O Nosso T2, por Tânia Ribas de Oliveira

Crónica do Oscar: Manchester by The Sea

É oficial. Estou apaixonado por este filme:).

A verdade é que não consigo esquecer as emoções que me provocou, boas e más.

Tinha elevadas expectativas, até porque o filme já ia ganhando destaque internacional com vários prémios e nomeações em festivais e com críticas que lhe teceram rasgados elogios.

Mas estava longe de imaginar que me iria arrebatar deste modo, tal é a dimensão do que nos vai sendo revelado e para o qual não estamos preparados. Neste sentido, é uma simples história que é absolutamente surpreendente.

Casey Affleck  é Lee Chandler, um homem que vive uma vida insipiente e solitária nos subúrbios de Boston. Sente-se que algo no seu passado o oprime e angústia, ao mesmo tempo que não conseguimos conter alguma estranheza e inquietação enquanto assistirmos a esta existência tão miserável. Pobre homem, parece um fantasma. A certo ponto, Lee recebe a notícia do falecimento do irmão e é confrontado com a necessidade de regressar a sua terra natal,  Manchester by the Sea, e criar o jovem sobrinho. Acomodado à sua estranha existência,  a volta que a sua vida está prestes a dar deixa-o assombrado, em pânico, sentindo-se incapaz de assumir esta responsabilidade. E a partir daqui,  “Spoiler alert”!,  não permita que lhe revelem mais antes de tempo.

Mas porque tanto me importa este filme? Porque é sobre a família, sobre pessoas como nós, que choram,  sofrem, pessoas a quem a vida inflige pesadas derrotas mas que, noutro instante, encontram no amor e nas relações familiares e fraternas  o conforto e o sol de dias melhores. Porque neste caso, paradoxal e belo, uma tragédia é ao mesmo tempo uma dádiva e uma tábua de salvação.

É um filme profundamente comovente, admito que chorei boas lágrimas :), mas é também um filme inspirador com momentos de humor muito sedutor.

Eu apostava que este filme vai ter Óscar!

Vê aqui o trailer. E bom filme. Bjs do Óscar.