O Nosso T2, por Tânia Ribas de Oliveira

Pais e mães que não se entendem: Vamos lá formar uma equipa imbatível?

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Queridos pais e mães: imaginem que têm dois chefes no vosso emprego, e que ambos têm igual “poder” no que ao vosso trabalho diz respeito…

Agora imaginem que entre eles não há entendimento: vocês não sabem qual a tarefa mais urgente, questionam-nos, e um deles diz-lhe que tem que começar pela tarefa A e que a B não é importante; o outro diz-lhe que a tarefa B é imprescindível e que a A não será para fazer… Imaginem agora isto em todos os dias do vosso trabalho, sobretudo em relação às tarefas que deve ou não deve fazer! Ou imaginem que os chefes não lhe dão essas orientações, e vão passando “a batata quente” de um para o outro?

Imagino que não se sentiriam confiantes, responsáveis ou até mesmo motivados para trabalhar… Diria até que se sentiriam perdidos, estou certa?

Agora imaginem que o fazem com os vossos filhos… Eles chegam a casa, nos dias da mãe, e depois de lancharem têm logo de ir fazer os trabalhos de casa. E nos dias do pai, depois de lancharem, podem ir ver desenhos animados e só depois é que têm de ir fazer os trabalhos de casa… Imaginem isto durante vários dias… Conseguem imaginar como é que eles se sentiriam? Talvez a resposta também seja pouco confiantes, pouco responsáveis e pouco motivados, ou até mesmo perdidos…

Imaginem agora que trabalham em dois setores separados da mesma empresa, cujas funções estão interligadas, mas com dois chefes que têm divergências entre eles, que se desqualificam e que não se entendem face ao que são ou não são as suas tarefas na empresa… Seria catastrófico para si, não é? Talvez este seja o exemplo mais próximo daquilo que sentem as crianças cujos pais são separados e que remam para sentidos opostos na educação dos seus filhos.

O que vos quero dizer com isto, pais e mães, é que as crianças sentem tudo isto quando estão a crescer com dois pais que não se entendem entre si e que não funcionam como uma verdadeira equipa parental… Esta realidade, pese embora não a consigamos ver no dia a dia com elas, pode trazer consequências penosas para um futuro em que se espera que elas saibam o que são regras claras, comportamentos ajustados e sentido de compromisso relativamente ao que lhes é pedido.

Deste breve texto, o que pretendo é que os pais reflitam sobre a importância de 3 conceitos fundamentais na educação das crianças: coerência, consistência e acordo. Ou seja, sempre que definem uma regra, levem-na até ao fim e não a alterem conforme o vosso estado de espírito. E mais do que tudo, definam-na em conjunto com o seu par parental! Se há uma carta que um de vós joga, por mais que o outro não concorde, não a tire “de jogo”. Mais do que isso, comuniquem sobre as regras e deixem-nas bem claras entre vós, para depois sim as colocarem em prática. Assim certamente que se tornarão numa equipa vencedora e darão um futuro risonho aos vossos filhos!

Natália Antunes